O Itaú deu um passo a mais na corrida bancária por inteligência artificial e passou a incorporar um assistente de IA diretamente ao aplicativo do banco. O novo recurso se chama ia.i — lido como “e aí?” — e faz parte de uma iniciativa mais ampla do banco batizada de “Inteligência Itaú”.
Como funciona o ia.i
O assistente aparece como um botão flutuante na tela inicial do app — e também em outros pontos da jornada do cliente —, permitindo que o usuário interaja por voz ou texto para tirar dúvidas, pedir informações e executar comandos. A proposta é que o ia.i entenda a intenção de quem está perguntando levando em conta o histórico de relacionamento com o banco, o contexto financeiro da pessoa, seus objetivos e até o momento de vida em que ela está.
Hoje, o assistente já apoia o cliente em quatro frentes principais: compreensão da própria vida financeira, conhecimento sobre produtos e serviços do banco, gestão financeira do dia a dia e jornadas transacionais, como pagamentos via Pix. O ia.i também pode sugerir novos produtos e serviços financeiros dentro das próprias respostas.

Lançamento gradual para a base de clientes
O recurso foi anunciado em 27 de julho de 2026 e já ficou disponível no mesmo dia, mas de forma gradual. A primeira leva contemplou 300 mil clientes, com a meta de chegar a 1 milhão de usuários até setembro e, por fim, alcançar 100% da base do banco até o final do ano. O Itaú não detalhou publicamente qual modelo ou fornecedor de IA generativa está por trás do ia.i.
- Nome do assistente: ia.i (“e aí?”), parte da iniciativa “Inteligência Itaú”
- Interação por voz ou texto, via botão flutuante no app
- Apoia: vida financeira, produtos e serviços, gestão do dia a dia e Pix
- Lançado em 27 de julho de 2026
- Meta: 1 milhão de usuários até setembro e 100% da base até o fim do ano

Parte de uma tendência maior no setor bancário
O Itaú se junta a outros grandes bancos que vêm apostando em assistentes de IA generativa para tornar o atendimento mais rápido e personalizado, reduzindo a dependência de centrais telefônicas e chatbots tradicionais baseados em árvores de decisão fixas. Para o cliente, a promessa é um atendimento que realmente entende o contexto da pergunta — não apenas palavras-chave.
Autor: Adriano Dal Cortivo
Fontes: Convergência Digital

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