Arquivo de Tendências - IA para Mortais https://iaparamortais.com.br/tag/tendencias/ IA para Mortais Tue, 08 Sep 2026 16:25:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.1 https://iaparamortais.com.br/wp-content/uploads/2026/09/ia-para-mortais-favicon-150x150.png Arquivo de Tendências - IA para Mortais https://iaparamortais.com.br/tag/tendencias/ 32 32 Brasil lidera adoção de agentes de IA autônomos no mundo — mas há um porém https://iaparamortais.com.br/brasil-lidera-agentes-de-ia-autonomos/ https://iaparamortais.com.br/brasil-lidera-agentes-de-ia-autonomos/#respond Tue, 08 Sep 2026 11:39:12 +0000 https://iaparamortais.com.br/?p=188 Enquanto o mundo ainda debate se vale a pena colocar agentes de IA para trabalhar sozinhos, o Brasil já decidiu: sim, e mais rápido do que quase todo mundo. Um estudo global recente mostra o país na frente até dos Estados Unidos na adoção de agentes autônomos — mas os mesmos dados escondem um alerta […]

O post Brasil lidera adoção de agentes de IA autônomos no mundo — mas há um porém apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
Enquanto o mundo ainda debate se vale a pena colocar agentes de IA para trabalhar sozinhos, o Brasil já decidiu: sim, e mais rápido do que quase todo mundo. Um estudo global recente mostra o país na frente até dos Estados Unidos na adoção de agentes autônomos — mas os mesmos dados escondem um alerta que vale a pena conhecer antes de sair automatizando tudo.

O Brasil na frente do ranking

A pesquisa “The AI Production Paradox”, da Sinch, ouviu 2.527 executivos em 10 países e seis setores econômicos. O resultado: 76% das empresas brasileiras já têm agentes de IA operando em produção — ou seja, tomando ações reais no dia a dia do negócio, não apenas em fase de teste. Isso é mais que os 67% dos Estados Unidos e bem acima da média global de 62%.

Empresas com agentes de IA operando em produção

Brasil76%
Estados Unidos67%
Média global62%

Fonte: “The AI Production Paradox”, Sinch, 2026 (2.527 executivos em 10 países)

Segundo Mario Marchetti, CEO da Sinch para a América Latina, “o desafio agora não é mais adotar IA, e sim garantir que ela seja segura, governada e capaz de entregar experiências consistentes para o cliente” — uma frase que resume bem o momento: a corrida pela adoção já foi vencida, a corrida pela maturidade está só começando.

O apetite por investir continua alto

O otimismo se reflete no orçamento: 66% das empresas brasileiras planejam aumentar os investimentos em IA em pelo menos 25%, e 48% já estão avaliando novos provedores de infraestrutura para dar conta da demanda. Na América Latina como região, 21% das empresas planejam aumentos de 50% ou mais em investimento — mais que o dobro da proporção registrada na América do Norte, de 12%.

O porém: 80% das empresas já pausaram algo

Aqui está o dado que equilibra o otimismo: 80% das organizações brasileiras já pausaram ou reverteram alguma implementação de IA em produção. Em 39% desses casos, o motivo foi vazamento de dados ou informações pessoais — não bugs de desempenho, nem custo, mas falha de segurança.

Empresas que já desligaram agentes de IA após vazamento de dados

América Latina41%
América do Norte26%

Fonte: “The AI Production Paradox”, Sinch, 2026

A comparação regional reforça o padrão: 41% das empresas latino-americanas já desligaram agentes de IA depois de um vazamento, contra 26% na América do Norte. A leitura mais honesta dos números não é “a IA agêntica não funciona” — é que a região está adotando rápido demais para a governança acompanhar no mesmo ritmo.

O que isso significa para quem está implementando IA agora

  • Adoção rápida sem governança é receita para retrabalho: pausar e reverter custa mais caro do que planejar a segurança desde o início;
  • Vazamento de dados é hoje o principal motivo de reversão — antes de dar autonomia a um agente, vale revisar quais dados ele acessa e o que ele pode fazer sozinho;
  • O aumento de investimento é uma tendência real, não modismo — quem não se planejar para acompanhar vai competir em desvantagem;
  • Avaliar fornecedores de infraestrutura (como 48% das empresas brasileiras já fazem) é um sinal de que a escolha de plataforma importa tanto quanto o caso de uso.

Conclusão

O Brasil não está apenas acompanhando a onda da IA agêntica — está na liderança dela. Mas liderar em velocidade de adoção sem liderar também em governança e segurança é um equilíbrio arriscado. Para empresas e profissionais, a lição prática é a mesma de sempre: adotar IA vale a pena, mas adotar com responsabilidade vale ainda mais.


Quer entender como aplicar IA no seu negócio com segurança? Fale com a gente no WhatsApp ou siga o @iaparamortais no Instagram.

Fontes: Olhar Digital, estudo “The AI Production Paradox” da Sinch (2026).

O post Brasil lidera adoção de agentes de IA autônomos no mundo — mas há um porém apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
https://iaparamortais.com.br/brasil-lidera-agentes-de-ia-autonomos/feed/ 0
IA e o mercado de trabalho no Brasil: quem está mais exposto e o que fazer https://iaparamortais.com.br/ia-mercado-de-trabalho-brasil/ https://iaparamortais.com.br/ia-mercado-de-trabalho-brasil/#respond Tue, 08 Sep 2026 11:34:45 +0000 https://iaparamortais.com.br/?p=185 Quase um terço da força de trabalho brasileira já está em ocupações expostas à IA generativa. A pergunta não é mais “se” a IA vai mudar o mercado de trabalho, mas quem sente isso primeiro — e o que dá para fazer a respeito. O tamanho da exposição Segundo dados do IBRE/FGV referentes ao terceiro […]

O post IA e o mercado de trabalho no Brasil: quem está mais exposto e o que fazer apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
Quase um terço da força de trabalho brasileira já está em ocupações expostas à IA generativa. A pergunta não é mais “se” a IA vai mudar o mercado de trabalho, mas quem sente isso primeiro — e o que dá para fazer a respeito.

O tamanho da exposição

Segundo dados do IBRE/FGV referentes ao terceiro trimestre de 2025, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros — em torno de 30,9 milhões de pessoas — estão em ocupações expostas à IA generativa. No plano global, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que 25% dos empregos no mundo estão potencialmente expostos, mas só 5% a 6% correm risco de substituição quase total. Ou seja: na maioria dos casos, a IA muda tarefas dentro da função, não elimina a profissão inteira. Mulheres, trabalhadores jovens e setores como comércio, serviços de informação e intermediação financeira são os mais impactados, segundo o mesmo levantamento.

Como está o mercado de trabalho hoje

O pano de fundo, por enquanto, é positivo: o Brasil fechou 2025 com 103 milhões de pessoas empregadas, desemprego em 5,1% no quarto trimestre — o menor nível desde 2012 — e renda média real recorde, de R$ 3.613. A informalidade ficou em torno de 38%.

Mas há uma armadilha estatística nesses números: pesquisadores chamam de “PIB fantasma” o fenômeno em que a renda média sobe — puxada pelos ganhos de produtividade concentrados em quem já detém a tecnologia — enquanto a renda mediana, a do trabalhador típico, cai. Ou seja, a média melhora, mas a maioria das pessoas não sente essa melhora no bolso.

Setor por setor: onde a IA aperta mais

  • Indústria: redução de 10% a 20% em tarefas repetitivas, parcialmente compensada por mais demanda por técnicos e analistas; leve tendência de queda líquida de empregos.
  • Comércio: forte automação de atendimento, autoatendimento e logística, com perdas em funções operacionais compensadas por crescimento em e-commerce e análise de dados.
  • Serviços: mais de 80% das ocupações do setor estão expostas à IA. Funções administrativas, contábeis, jurídicas e de atendimento ao cliente são as mais vulneráveis — mas há crescimento compensatório em saúde, educação e cuidados pessoais.

Três caminhos possíveis até 2030

Projeções citadas pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), com base em estudos do IBRE/FGV e da OIT, desenham três cenários para o mercado de trabalho brasileiro em 2030:

Taxa de desemprego projetada para 2030, por cenário

Aceleração inclusiva4,8% a 5,5%
Transição gerenciável (mais provável)6% a 7,5%
Automação exclusiva8% a 10%

Fonte: projeções citadas pelo DIAP com base em estudos de IBRE/FGV e OIT, 2026

O cenário “transição gerenciável” é considerado o mais provável pelos pesquisadores: nem a aceleração inclusiva otimista, nem o colapso da automação exclusiva, mas um meio-termo com desemprego moderadamente mais alto e informalidade em leve crescimento.

O que já está mudando na prática

Enquanto os cenários de longo prazo se desenham, o mercado já está se reorganizando agora. Cargos ligados a IA — como engenharia de prompt, governança de dados e operação de agentes autônomos — pagam bônus e salários acima da média, e empresas de todos os portes buscam profissionais capazes de trabalhar ao lado de ferramentas de IA, não apenas de substituí-las. A enfermagem, para citar um exemplo fora da bolha de tecnologia, é uma das profissões com maior crescimento de demanda projetado, justamente por depender de cuidado humano que a IA não replica.

Como se preparar

  • Aprenda a usar as ferramentas de IA da sua área — quem sabe operar bem se torna mais valioso, não descartável;
  • Invista em habilidades difíceis de automatizar: julgamento, negociação, cuidado humano, criatividade aplicada;
  • Acompanhe como sua profissão está sendo redesenhada, não apenas se ela vai “acabar”;
  • Se você lidera uma equipe, pense em como redistribuir tarefas repetitivas para a IA e liberar tempo para trabalho de maior valor.

Quer aprender a usar IA no seu trabalho, sem complicação? Fale com a gente no WhatsApp ou siga o @iaparamortais no Instagram.

Fontes: DIAP, IBRE/FGV, Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O post IA e o mercado de trabalho no Brasil: quem está mais exposto e o que fazer apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
https://iaparamortais.com.br/ia-mercado-de-trabalho-brasil/feed/ 0
Marco Legal da IA: o que muda com o PL 2338 (e quando entra em vigor) https://iaparamortais.com.br/marco-legal-da-ia-pl-2338/ https://iaparamortais.com.br/marco-legal-da-ia-pl-2338/#respond Tue, 08 Sep 2026 11:30:55 +0000 https://iaparamortais.com.br/?p=182 O Brasil está prestes a ganhar sua primeira lei geral sobre inteligência artificial. O PL 2338/2023, apelidado de “Marco Legal da IA”, já passou pelo Senado e promete mudar a forma como empresas desenvolvem, vendem e usam sistemas de IA no país — mas sua tramitação segue lenta, e ainda não há data certa para […]

O post Marco Legal da IA: o que muda com o PL 2338 (e quando entra em vigor) apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
O Brasil está prestes a ganhar sua primeira lei geral sobre inteligência artificial. O PL 2338/2023, apelidado de “Marco Legal da IA”, já passou pelo Senado e promete mudar a forma como empresas desenvolvem, vendem e usam sistemas de IA no país — mas sua tramitação segue lenta, e ainda não há data certa para entrar em vigor.

Onde o projeto está agora

O Senado Federal aprovou o texto em dezembro de 2024, e o projeto seguiu para análise da Câmara dos Deputados. Desde então, a votação já foi adiada mais de uma vez: o mais recente adiamento levou a discussão para fevereiro de 2026, na primeira semana de sessões legislativas do ano. Segundo relatos do Congresso, “não haveria condições políticas para concluir a análise do texto” antes disso, em meio a crises internas, disputas entre partidos e um calendário legislativo já esvaziado.

A Coalizão Direitos na Rede, que reúne 49 organizações da sociedade civil, cobra mais transparência e participação popular na reta final da tramitação, apontando lacunas como proteções trabalhistas retiradas do texto durante a passagem pela Câmara e regras de reconhecimento facial consideradas permissivas demais.

Como a lei vai classificar os sistemas de IA

O projeto adota uma lógica parecida com a lei europeia de IA: quanto maior o risco de um sistema para as pessoas, mais pesadas são as obrigações de quem o desenvolve ou usa.

  • Risco excessivo (proibido): sistemas como armas autônomas, “nota social” governamental, manipulação subliminar de comportamento, reconhecimento de emoções no ambiente de trabalho e coleta em massa de imagens faciais em espaços públicos ficam banidos. Multas para quem violar essa regra podem chegar a R$ 50 milhões, além de suspensão das atividades.
  • Risco alto (permitido, mas regulado): inclui seleção de candidatos em processos seletivos, análise de crédito, diagnósticos de saúde, avaliação educacional, uso em segurança pública e veículos autônomos. Exige avaliação de impacto algorítmico, governança com registros auditáveis, supervisão humana efetiva e documentação técnica disponível às autoridades.
  • Risco baixo ou moderado: a maioria dos usos comerciais — chatbots, recomendação de produtos, assistentes virtuais — precisa apenas cumprir regras básicas de transparência, como avisar que a pessoa está interagindo com uma IA e identificar conteúdo sintético (como deepfakes).

Os direitos que você passa a ter

Para quem é afetado por decisões tomadas ou apoiadas por sistemas de IA, o texto prevê seis direitos centrais:

  • Ser informado previamente de que está lidando com um sistema de IA;
  • Receber explicação sobre decisões automatizadas em linguagem compreensível;
  • Pedir revisão humana de decisões totalmente automatizadas;
  • Proteção contra discriminação algorítmica;
  • Garantias de privacidade;
  • Direito de recorrer administrativamente, sem precisar entrar na Justiça primeiro.

Quem fiscaliza e quanto custa descumprir a lei

A fiscalização ficará a cargo do Sistema Nacional de Regulação e Governança de IA (SIA), coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em conjunto com reguladores setoriais, como Banco Central, Anvisa e Anatel. As penalidades vão de advertência a multa de até 2% do faturamento da empresa no Brasil, com teto de R$ 50 milhões por infração — valores que dobram em caso de reincidência.

Por que a demora preocupa especialistas

O adiamento da votação chega em um momento delicado: o Brasil terá eleições em outubro de 2026, e especialistas alertam que a ausência de uma lei em vigor deixa o país mais vulnerável a golpes com deepfake e ao uso indevido de reconhecimento facial em contextos de segurança pública — problemas que, como mostramos em outro artigo sobre golpes com deepfake, já crescem rapidamente no país mesmo sem uma legislação específica em vigor.

O que isso significa na prática, por enquanto

Enquanto o PL 2338 não é votado, o Brasil segue sem uma lei específica para IA — mas isso não significa terra sem lei: a LGPD já se aplica a boa parte dos dados usados para treinar e operar esses sistemas, e o Código de Defesa do Consumidor continua valendo para relações de consumo mediadas por IA. Para empresas, o mais sensato é já se planejar para os princípios do projeto — transparência, supervisão humana e documentação — em vez de esperar a lei pegar todo mundo de surpresa.


Quer entender mais sobre como usar IA de forma segura e responsável? Fale com a gente no WhatsApp ou siga o @iaparamortais no Instagram.

Fontes: Desinformante, Senado Federal, iaLocus.

O post Marco Legal da IA: o que muda com o PL 2338 (e quando entra em vigor) apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
https://iaparamortais.com.br/marco-legal-da-ia-pl-2338/feed/ 0
Golpes com deepfake: como a IA está sendo usada para enganar brasileiros (e como se proteger) https://iaparamortais.com.br/golpes-deepfake-ia-brasileiros/ https://iaparamortais.com.br/golpes-deepfake-ia-brasileiros/#comments Tue, 08 Sep 2026 11:21:32 +0000 https://iaparamortais.com.br/?p=177 Você recebe um áudio no WhatsApp com a voz do seu filho, pedindo dinheiro emergencial. Ou uma videochamada rápida com o rosto de um parente, pedindo para você confirmar uma senha. Parece real — e é exatamente esse o problema. Os golpes com deepfake deixaram de ser coisa de filme de ficção científica e viraram […]

O post Golpes com deepfake: como a IA está sendo usada para enganar brasileiros (e como se proteger) apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
Você recebe um áudio no WhatsApp com a voz do seu filho, pedindo dinheiro emergencial. Ou uma videochamada rápida com o rosto de um parente, pedindo para você confirmar uma senha. Parece real — e é exatamente esse o problema. Os golpes com deepfake deixaram de ser coisa de filme de ficção científica e viraram uma das fraudes que mais crescem no Brasil em 2026.

O tamanho do problema

Levantamentos do setor de segurança digital mostram um crescimento de 400% nos casos de “deepfake caseiro” no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. A empresa de verificação de identidade Unico afirma ter bloqueado R$ 19,6 bilhões em tentativas fraudulentas usando esse tipo de golpe em apenas seis meses. O Brasil, sozinho, já respondeu por 39% dos casos de deepfake registrados na América Latina em 2025.

Deepfakes no Brasil: um problema que cresce rápido

Brasileiros que já viram um deepfake online80%
Média global de exposição a deepfakes60%
Brasileiros que conseguem identificar um vídeo falso29%

Fonte: pesquisa citada pelo Sindpd, 2026

Por que ficou tão fácil enganar

O perfil de quem aplica esses golpes mudou completamente. Até pouco tempo, um deepfake convincente exigia conhecimento técnico avançado. Hoje, aplicativos simples e acessíveis permitem que qualquer pessoa clone uma voz ou crie um vídeo falso em minutos — o que a Unico chama de “deepfake caseiro”.

Perfil dos golpes mudou

Ataques sofisticados (perfil antigo)14% (era 61%)
“Deepfake caseiro” — apps simples de IA (perfil atual)maioria dos casos

Fonte: auditorias da Unico, 2026

“Nossas auditorias mais recentes revelam um novo perfil de fraudador: pessoas comuns usando aplicativos de deepfake para se passar por familiares e conseguir aprovação de cadastros ou transações. Isso explora a intimidade e o acesso a dados da vítima.”

Fernanda Beato, diretora da Unico no Brasil

Os golpes mais comuns

  • Tomada de conta e transações não autorizadas, usando voz ou vídeo clonados para “confirmar” a identidade da vítima.
  • Pedidos de empréstimo abertos em nome da vítima.
  • Compras em e-commerce usando dados vazados combinados com verificação por vídeo falsificada.
  • Engenharia social via vídeos falsos de “familiares” pedindo transferências de dinheiro com urgência.

E a lei, o que diz?

O Brasil ainda não tem uma lei específica em vigor sobre IA — o Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2338/2023) já foi aprovado pelo Senado, mas segue esperando votação final na Câmara dos Deputados, com expectativa de avançar apenas depois das eleições de outubro de 2026. Até lá, crimes cometidos com deepfakes são enquadrados em leis já existentes, como as de estelionato e falsidade ideológica — o que reforça a importância da prevenção, já que a resposta legal ainda está em construção.

Como se proteger

  • Desconfie da urgência. Golpes com deepfake quase sempre criam pressa — “preciso agora”, “é uma emergência”. Pare e confirme por outro canal.
  • Ligue de volta pelo número que você já conhece, nunca pelo número ou vídeo que chegou até você na mensagem suspeita.
  • Combine uma “palavra-código” em família para confirmar identidade em pedidos urgentes de dinheiro.
  • Desconfie de vídeos com movimentos estranhos nos olhos, piscadas incomuns, áudio dessincronizado ou iluminação inconsistente.
  • Nunca confirme senhas, códigos de verificação ou dados bancários por chamada de vídeo ou áudio, por mais familiar que a voz pareça.

Conclusão

A mesma tecnologia que gera imagens incríveis e ajuda no trabalho também está nas mãos de golpistas — e o alerta que fica é simples: quanto mais natural uma ferramenta de IA fica, mais crítico é redobrar a desconfiança em pedidos urgentes de dinheiro ou dados, mesmo quando a voz ou o rosto parecem 100% verdadeiros.


Quer aprender mais sobre como usar IA com segurança? Chama a gente no WhatsApp ou segue o @iaparamortais no Instagram.

Fontes: Sindpd, Desinformante, Mobile Time.

O post Golpes com deepfake: como a IA está sendo usada para enganar brasileiros (e como se proteger) apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
https://iaparamortais.com.br/golpes-deepfake-ia-brasileiros/feed/ 1
O que os brasileiros mais pesquisam sobre Inteligência Artificial https://iaparamortais.com.br/o-que-os-brasileiros-mais-pesquisam-sobre-inteligencia-artificial/ https://iaparamortais.com.br/o-que-os-brasileiros-mais-pesquisam-sobre-inteligencia-artificial/#respond Tue, 08 Sep 2026 02:49:43 +0000 https://iaparamortais.com.br/?p=128 Veja os dados reais: o que o Brasil mais buscou sobre IA em 2025, como as pessoas usam o ChatGPT no dia a dia e os temas mais populares.

O post O que os brasileiros mais pesquisam sobre Inteligência Artificial apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
Muita gente acha que sabe o que está “bombando” em IA, mas os números contam uma história um pouco diferente — e cheia de surpresas. Reunimos aqui três fontes de dados públicas para mostrar, sem achismo, o que os brasileiros realmente mais buscam e usam quando o assunto é Inteligência Artificial.

1. As buscas do ano no Google: o ChatGPT nem entrou no top 10

No retrospecto oficial “As Buscas do Ano”, o próprio Google revelou que o Gemini liderou as buscas por ferramentas de IA no Brasil em 2025 — e o ChatGPT, surpreendentemente, ficou de fora do top 10. A lista das IAs mais buscadas incluiu nomes como Gemini, Deepseek, Veo 3, NotebookLM e Grok, entre outras ferramentas menos faladas no dia a dia, mas muito pesquisadas por quem quer aprender mais sobre o assunto.

Isso mostra algo interessante: usar uma IA no automático (como o Gemini já integrado ao Google) é diferente de pesquisar ativamente sobre ela. Muita gente já usa IA sem nem perceber que está usando.

2. Como as pessoas realmente usam o ChatGPT, segundo a própria OpenAI

Um estudo divulgado pela OpenAI sobre o uso do ChatGPT trouxe números reveladores: a maior parte das conversas é para uso pessoal, não profissional — cerca de 70% pessoal contra 30% relacionado a trabalho. Em relação ao tipo de uso, fazer perguntas e buscar informação lidera, seguido por pedir para a IA “fazer alguma coisa” (como escrever ou organizar algo) e, em menor proporção, usar a IA para se expressar ou desabafar.

Ou seja: apesar de todo o hype corporativo em torno da IA, quem mais usa no dia a dia são pessoas comuns resolvendo questões pessoais — exatamente o público que o IA para Mortais quer ajudar.

3. Os temas mais pesquisados dentro dos apps de IA

Levantamentos do setor de inteligência de mercado mobile (como os divulgados pela Sensor Tower) mostram que, dentro dos aplicativos de IA, os temas mais buscados pelos usuários incluem desenvolvimento de software, seguido por temas de história e sociedade, inteligência artificial e machine learning propriamente ditos, e questões de economia e finanças. Isso confirma que a IA deixou de ser “só para programador” e virou ferramenta de estudo, pesquisa e curiosidade para qualquer pessoa.

O que isso significa para você

Se você sente que está “por fora” da IA porque não usa o ChatGPT o tempo todo, relaxe: os dados mostram que a maioria das pessoas também está descobrindo aos poucos, testando ferramentas diferentes e usando a IA para coisas simples do dia a dia — não para projetos complexos de programação. E é exatamente para isso que existe o IA para Mortais: te ajudar a entender e aproveitar essas ferramentas sem complicação.

3. Quantos brasileiros já usam IA no dia a dia

A pesquisa Consumer Pulse 2026, da consultoria Bain & Company, entrevistou 2 mil brasileiros (parte de uma amostra global de 8 mil pessoas) e chegou a um número que resume bem o momento: 77% dos brasileiros já usam Inteligência Artificial no dia a dia. Entre quem usa, o ChatGPT aparece citado por 79% e o Gemini por 65% — ou seja, muita gente já usa mais de uma ferramenta.

Ferramentas de IA mais usadas pelos brasileiros

ChatGPT79%
Gemini65%

Fonte: Consumer Pulse 2026, Bain & Company (entre pessoas que já usam IA).

E o comportamento não fica só no “bate-papo”: 43% dos brasileiros já recorrem à IA para pesquisar avaliações de produtos e serviços antes de comprar, e 60% dos consumidores se dizem abertos a usar IA em algum tipo de compra — especialmente em categorias como eletrodomésticos, casa e decoração, e cuidados pessoais. A IA deixou de ser novidade e virou parte do processo de decisão de compra de boa parte do país.

Como as pessoas usam o ChatGPT

Uso pessoal70%
Uso profissional30%

Fonte: estudo da OpenAI sobre uso do ChatGPT.


📲 Siga a gente no Instagram @iaparamortais para mais dados e novidades sobre IA.

💬 Tem uma dúvida específica sobre IA? Fale com a gente pelo WhatsApp.


Referências

O post O que os brasileiros mais pesquisam sobre Inteligência Artificial apareceu primeiro em IA para Mortais.

]]>
https://iaparamortais.com.br/o-que-os-brasileiros-mais-pesquisam-sobre-inteligencia-artificial/feed/ 0